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Vacina do sarampo: quem precisa tomar e como conferir

O Estado de São Paulo confirmou 41 casos de sarampo em 2026, e a maioria dos doentes não tinha a vacina em dia. Veja quantas doses cada idade precisa, o que é a dose zero, quem não pode tomar e como conferir a caderneta em Alphaville e Cajamar.

Mãe à noite em casa, sob a luz de um abajur, conferindo a caderneta de vacinação com a criança sentada ao lado
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Não é paciente da clínica.

Como está o sarampo em São Paulo e no Brasil?

Até 6 de outubro de 2026, o Estado de São Paulo tinha 41 casos de sarampo confirmados no ano, segundo o Governo do Estado. Não houve mortes.

A capital concentra 37 casos. Há também 2 em São Bernardo do Campo, 1 em Guarulhos e 1 em Santo André.

Dos 41 doentes, 31 não tinham registro de vacina ou estavam com o esquema incompleto. Cerca de 61% dos casos foram em crianças com menos de 2 anos.

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 52 casos até 5 de outubro: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e 1 no Rio de Janeiro.

Por que a vacina importa?

O sarampo passa de uma pessoa para outra ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A transmissão começa seis dias antes das manchas e vai até quatro dias depois.

As complicações mais comuns são otite, diarreia, pneumonia e laringite. A encefalite, uma inflamação do cérebro, é rara, mas grave.

A vacina protege bem. Uma revisão sistemática da Cochrane, com 138 estudos, encontrou eficácia de 95% contra o sarampo depois de uma dose e de 96% depois de duas doses, em crianças.

Quais doses a criança precisa?

  • 12 meses: primeira dose, com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
  • 15 meses: segunda dose, com a tetra viral ou com a tríplice viral junto da vacina de catapora, conforme o calendário vigente na UBS.

Com as duas doses registradas, o esquema contra o sarampo está completo. Criança com dose atrasada pode recuperar o esquema na UBS.

O que é a dose zero?

É uma dose extra da tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Ela é usada onde o vírus está circulando, porque antes de 12 meses o bebê ainda não tomou a vacina de rotina.

Em 16 de outubro, o Governo do Estado indicava a dose zero para bebês que moram em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Ela também pode ser indicada depois do contato com um caso, a critério da vigilância.

A dose zero não substitui o calendário. A criança toma as doses de 12 e de 15 meses normalmente.

Quem mora em Barueri, Cajamar ou outra cidade pode confirmar na UBS se a dose zero está indicada no momento.

Adulto precisa tomar vacina de sarampo?

Depende da idade e do que está registrado no cartão:

  • Até 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
  • De 30 a 59 anos: pelo menos uma dose.
  • Profissional de saúde: duas doses, em qualquer idade.

Na orientação da Prefeitura de São Paulo, quem tem de 30 a 59 anos deve ter uma dose registrada mesmo que já tenha tido sarampo.

E quem tem 60 anos ou mais?

Ter 60 anos ou mais não é contraindicação. Essa faixa só fica fora da vacinação de rotina, porque a maioria teve contato com o vírus ao longo da vida.

A conduta muda em algumas situações. Depois de contato com um caso, quem tem 60 anos ou mais e não tem dose registrada deve ser vacinado, salvo contraindicação. Profissional de saúde precisa de duas doses em qualquer idade. Antes de viajar, vale conferir a situação vacinal com o médico.

Como saber se eu já tomei?

Procure a caderneta ou o cartão de vacinação. Vale o registro, não a lembrança.

Sem comprovante, a conduta oficial é vacinar, sem exame antes. De 5 a 29 anos, a pessoa toma uma dose na hora e a segunda depois de 4 semanas. De 30 a 59 anos, toma uma dose.

Na consulta, o médico revisa a caderneta e diz quais doses faltam.

Grávida pode tomar?

Não. A tríplice viral é contraindicada na gestação.

Depois da vacina, a mulher deve evitar engravidar por pelo menos um mês.

Quem já está grávida e não tem as doses registradas deve conversar com o médico do pré-natal.

Quem mais não pode tomar?

  • Bebês com menos de 6 meses.
  • Quem teve anafilaxia ou outra reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente da vacina, como a neomicina.
  • Pessoas com imunossupressão grave.

Na imunossupressão, a resposta depende do caso. Contam o tipo e a dose do remédio, quimioterapia, transplante, HIV e há quanto tempo o tratamento terminou. Esses casos são avaliados pelo médico e, quando preciso, pelo CRIE, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Uma das marcas de vacina usadas no Brasil é contraindicada para quem tem alergia à proteína do leite de vaca, e existem alternativas. Quem tem essa alergia deve avisar na sala de vacina.

A vacina é segura?

As evidências avaliadas pela revisão da Cochrane não identificaram aumento de risco de autismo (certeza moderada) nem de encefalite (certeza baixa).

Reações como dor no local, febre e manchas vermelhas podem aparecer entre o 5º e o 12º dia após a vacina e costumam passar sozinhas.

Em crianças pequenas, a vacina aumenta um pouco o risco de convulsão com febre, por volta de duas semanas depois da dose. O risco a mais atribuído à vacina é de 1 caso a cada 1.150 a 1.700 doses. Para comparar, de 2% a 4% das crianças têm convulsão com febre ao menos uma vez antes dos 5 anos, por qualquer causa.

Tive contato com alguém com sarampo. E agora?

Avise logo o serviço de saúde ou a vigilância da sua cidade. A vacina de bloqueio é aplicada nos contatos a partir de 6 meses, de preferência em até 72 horas.

Quem não pode tomar a vacina, como gestante sem imunidade comprovada, bebê com menos de 6 meses ou pessoa com imunossupressão, pode ter indicação de imunoglobulina em até 6 dias após o contato. Ela é aplicada em unidade de referência.

Quais são os sinais de sarampo?

  • Febre alta.
  • Manchas vermelhas que começam no rosto e descem pelo corpo.
  • Tosse, coriza ou olhos vermelhos.

Nesses casos, procure atendimento e avise da suspeita antes de chegar, por telefone ou mensagem. Assim o serviço evita que outras pessoas fiquem expostas na sala de espera.

Onde revisar a caderneta em Alphaville e Cajamar

A AMAE não aplica vacinas. A tríplice viral está disponível no SUS, nas UBS, e também em clínicas de vacinação particulares.

Na AMAE, você faz a consulta de pediatria e a consulta de clínica médica para adultos, por convênio ou particular. Convênios: Amil, Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Omint, entre outros.

O atendimento é na unidade de Alphaville (Alameda Araguaia, 400, Barueri) e na unidade de Cajamar (Rua Waldemar Meira, 57). Agende pelo WhatsApp (11) 4195-1515 ou pelo agendamento online.

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Perguntas frequentes

Adulto precisa tomar vacina de sarampo?

Depende da idade. Até 29 anos, são duas doses. De 30 a 59 anos, pelo menos uma. Profissional de saúde precisa de duas doses em qualquer idade.

Não tenho a caderneta. O que faço?

Sem comprovante, a conduta oficial é tomar a dose indicada para a idade, sem exame antes. A vacina está disponível no SUS, nas UBS, e em clínicas de vacinação particulares.

O que é a dose zero contra o sarampo?

É uma dose extra para bebês de 6 a 11 meses, nas cidades onde o vírus circula. Ela não substitui as doses de 12 e de 15 meses.

Grávida pode tomar a vacina do sarampo?

Não. A tríplice viral é contraindicada na gestação. Quem não tem as doses registradas deve conversar com o médico do pré-natal.

A AMAE aplica a vacina do sarampo?

Não. Na AMAE, o médico revisa a caderneta na consulta de pediatria ou de clínica médica e orienta quais doses procurar.

Fontes

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.

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