Infertilidade conjugal e tratamento para engravidar

1) Quero engravidar! Preciso de tratamento?

Fecundabilidade

Fecundabilidade é a chance mensal de uma mulher engravidar. Casais jovens e sem problemas de saúde apresentam em média 20% de chance ao mês. No primeiro ano de tentativa, 90% dos casais irão engravidar, e dos 10% restantes, metade irá engravidar no segundo ano de tentativa. Baseado nesses dados, definimos o conceito de infertilidade.

Infertilidade

Infertilidade é definida como a incapacidade de um casal engravidar, após um ano de tentativa, com duas relações sexuais espalhadas ao longo da semana, e sem o uso de métodos contraceptivos. O casal definido como infértil necessita de assistência especializada, que na sua melhor prática, é a Medicina Reprodutiva.

Medicina Reprodutiva

Medicina Reprodutiva é a assistência ao casal com dificuldade de engravidar, e consiste em avaliar o casal infértil, prestar orientações, corrigir e tratar problemas de saúde, e por último, oferecer as técnicas de reprodução assistida.

O casal, que não consegue engravidar, deve ser avaliado por um especialista em Medicina Reprodutiva, o qual deve orientar as opções desse casal. As orientações podem ser simples, como explicar, que o casal apenas precisa voltar para casa e continuar tentando, por exemplo, casais jovens com menos de um ano de tentativa, como até mesmo propor técnicas mais sofisticadas, como inseminação artificial e fertilização in vitro.

O objetivo da prática da Medicina Reprodutiva é sempre que possível restaurar a fecundabilidade do casal, devolvendo ou melhorando as chances de um casal engravidar naturalmente, mas infelizmente, nem sempre isso é possível.

Quando não conseguimos restaurar a fertilidade do casal, oferecemos as técnicas de reprodução assistida para aumentar as chances de gravidez, que esse casal possui no momento.

Nenhuma técnica oferece certeza de resultado, com uma inseminação artificial, devolvemos uma chance igual a natural, até 20% por tentativa, e com um ciclo de fertilização in vitro, FIV, podemos dobrar ou triplicar as chances da natureza, de 40% a 60% por tentativa.


2) Não consigo engravidar! E agora? O que faço?

Primeiro passo. Suspeitar de infertilidade!

Infertilidade afeta de 10 a 15% dos casais, sendo assim, é um acontecimento relativamente comum, por isso, quando um casal não consegue engravidar após um ano de tentativa, devemos suspeitar de infertilidade. O casal não deve desanimar pensando que está sozinho nisso. Muitos casais estão na mesma situação, procuram ajuda, e conseguem conquistar o sonho de família.

Casal com mulher até 35 anos de idade, pode esperar até um ano tentando engravidar para buscar ajuda, e quando a mulher possuir mais de 35 anos, recomendamos investigar após seis meses de tentativa.

Muitos casais tentam engravidar por vários anos antes de procurar ajuda, ou recebem ajuda inadequada que os fazem esperar por vários anos. A primeiro passo a tomar é reconhecer o problema e buscar ajuda especializada.

Segundo passo. Procurar ajuda!

O casal não pode deixar que preconceitos da sociedade, da família, ou de amigos, atrapalhem seu objetivo, que é engravidar, curtir a experiência de gerar uma nova vida, assistir o parto, e pegar em mãos o objetivo e a razão da sua busca por felicidade, seu tão desejado filho!

A investigação do casal encontra causas na mulher em 30% das vezes, no homem em 30% das vezes, em ambos em 30% das vezes, e em 10% das vezes, nenhuma causa é encontrada. A investigação de causa serve para identificar situações corrigíveis e apontar o tratamento mais adequado. A infertilidade é algo que acomete o casal, portanto não há culpados para o problema.

Terceiro passo. Como investigar?

O casal geralmente está sob grande estresse quando resolve buscar ajuda, a investigação é o começo de um processo para ajudá-los, e não uma maneira de achar responsáveis pela situação.

A infertilidade é conjugal, assim a mulher e o homem devem ser investigados. A investigação deve ser feita sob as boas práticas da Medicina Reprodutiva, de forma a buscar fatores que possam ser corrigidos ou tratados.

Geralmente a mulher é investigada primeiro, pois possui o costume de passar com ginecologista, e muitas as vezes a mulher é submetida a exames avançados e até mesmo desconfortáveis, antes que o homem passe até mesmo em consulta. O ideal é uma abordagem combinada e simultânea do casal.

Quarto passo. O que investigar?

A infertilidade é causada por qualquer alteração na forma ou funcionamento do sistema reprodutor masculino ou feminino. A geração de uma nova vida é algo muito complexo, e envolve uma sequência intrincada e delicada de processos.

A mulher necessita que os seus ovários liberem um óvulo para ser conduzido pelas tubas uterinas. O homem precisa produzir espermatozoides e conduzir esses pelas vias ejaculatórias até o final da uretra. Os espermatozoides depositados na vagina precisam subir pelo colo uterino, ganhar o interior do útero, e prosseguir até a tuba uterina correta. A fecundação do óvulo acontece dentro da porção ampolar da tuba uterina, os processos ciliares da tuba conduzem o embrião até o interior da cavidade uterina, onde ocorre a nidação da embrião no endométrio. A longa jornada da vida foi inciada.

Quinto passo. Que exames preciso fazer?

A investigação adequada inicia com a consulta do casal em um especialista em tratamento de infertilidade. A idade da mulher e o tempo de infertilidade são fatores determinantes na investigação. A mulher nasce com uma reserva de óvulos, a qual diminui com a idade. Quanto maior o tempo de infertilidade, provavelmente mais complexa é a causa, e normalmente técnicas mais avançadas são necessárias para o tratamento.

O casal é examinado e alguns exames são necessários para definir o tratamento mais adequado. A função dos ovários é avaliada por dosagens hormonais, a forma e função das tubas uterinas pela histerossalpingografia, e a forma do útero pela ultrassonografia transvaginal. Exames mais avançados como ressonância magnética, histeroscopia, e laparoscopia, podem ser necessários em alguns casos especiais. O homem tem a produção de espermatozoides avaliada pelo espermograma. Dosagens hormonais e ultrassonografia podem ser necessárias em alguns casos.

Sexto passo. Identificando fatores de infertilidade!

A história, o exame físico, e os exames complementares permitem identificar os principais fatores de infertilidade, que são formalmente divididos em sete grupos: disfunção ovulatória, baixa reserva ovariana, fator uterino, fator tubáreo, endometriose, fator masculino, e infertilidade sem causa aparente.

Disfunção ovulatória e baixa reserva ovariana são identificadas com exames de dosagens hormonais e ultrassonografia transvaginal para contagem de folículos antrais.

O fator uterino engloba qualquer patologia que possa distorcer a cavidade endometrial, inclui miomas, pólipos, adenomiose, mal-formações uterinas, sinéquias, e endometrites. A ultrassonografia transvaginal permite identificar a maior parte dos problemas, quando esse está alterado, exames complementares como histeroscopia e ressonância magnética podem ser necessários.

O fator tubáreo consiste em alterações na forma ou funcionamento das tubas uterinas, as quais podem estar alteredas devido infecções ou cirurgias prévias, endometriose, gravidez ectópica, ou até mesmo laqueadura. A histerossalpingografia permite identificar se as tubas não estão obstruídas, e se estão com a anatomia preservada, mas não há nenhum exame que possa identificar se as tubas estão funcionais.

Endometriose é diagnosticada através de videolaparoscopia, a qual permite localizar as lesões características de endometirose na cavidade peritoneal e realizar biópsia para confirmação. Suspeitamos de endometriose em mulheres com muita cólica ao menstruar, com persistência dessas dores mesmo fora do período menstrual, presença de dor durante a relação sexual, e dor ou sangramento para urinar ou evacuar durante o período da menstruação. Ultrassonografia com preparo intestinal e ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico de endometriose.

O fator masculino consiste em qualquer problema que possa prejudicar a produção de espermatozoídes, o espermograma fornece algumas informações sobre isso. Varicocele é a principal causa de infertilidade masculina. Dosagens hormonais e ultrassonografia podem ser necessárias em alguns casos.

O ser humano é muito complexo, assim, os exames complementares são incapazes de identificar toda e qualquer alteração que possa levar a infertilidade, e quando nenhuma alteração que possa levar a infertilidade é identificada, o casal é denominado com infertilidade sem causa aparente.


3) Qual tratamento de infertilidade eu preciso?

Encontre o melhor tratamento para engravidar

A investigação do casal é essencial para a indicação de um tratamento adequado. História clínica, exame físico, e exames complementares são necessários para identificar os fatores que possam estar reduzindo as chances do casal engravidar. Buscamos sempre que possível corrigir esses fatores, e quando isso não for possível, é necessário usar as técnicas de reprodução assistida para aumentar as chances de gravidez.

Primeiro passo. Idade da Mulher tentando engravidar.

A idade da mulher que procura ajuda para engravidar é uma informação crucial. A fertilidade da mulher diminui com a idade, esse processo de declínio é acentuado após os 35 anos de idade. As chances reduzem muito depois dos 40 anos de idade, e após os 42 anos, as chances são muito baixas, mesmo com tratamentos sofisticados como a fertilização in vitro.

Mulheres com menos de 35 anos de idade possuem mais tempo para tentar engravidar, essa situação permite buscar uma solução com mais calma, buscar fatores de fertilidade que sejam reversíveis, como tratar uma disfunção hormonal na mulher, ou operar uma varicocele no homem, e esperar que a gravidez aconteça espontaneamente. Nem sempre é possível identificar fatores que possam ser revertidos, e muitas vezes, nem um fator de infertilidade é encontrado, nesses casos, as técnicas de reprodução assistida são necessárias, mas por termos mais tempo, é possível começar com técnicas mais simples, como coito programado ou inseminação intra-uterina. Antes dos 35 anos, uma tentativa de inseminação pode apresentar 20% de chance para engravidar, e uma fertilização in vitro de 40 a 60% de chance

Mulheres com 38 anos ou mais, possuem uma reserva ovariana em declínio acentuado, é recomendado investigar após seis meses de tentativa sem sucesso para engravidar. O tempo decorrido entre a investigação e início do tratamento é crucial para essas mulheres, tentativas de restaurar a fertilidade, para esperar uma gravidez espontânea, não são recomendadas, pois o tempo de espera pode comprometer as chances. A idade mais avançada demanda uma abordagem mais intensiva, avançando mais rapidamente para técnicas com resultado maior, como a fertilização in vitro. Não é errado tentar técnicas mais simples, como a inseminação, mas essas possuem um resultado inferior, e por isso, não devemos dispender muito tempo com essas, pois o passar do tempo torna os tratamentos menos eficientes, mesmos os mais complexos como a fertilização in vitro.

Idade superior a 40 anos costuma apresentar uma baixa chance de sucesso, mesmo com a fertilização in vitro, e após os 42 anos, a chance é drasticamente reduzida. Tratamentos para restaurar a fertilidade e técnicas de baixa complexidade, como inseminação intra-uterina, não são recomendados. Após os 40 anos é interessante considerar a possibilidade de usar >óvulos de doadora, pois uma fertilização in vitro, com óvulo de uma doadora com menos de 35 anos de idade, apresenta uma chance de sucesso de 40 a 60%.

Mulheres entre 35 e 38 anos devem ser avaliadas com cautela, pois ainda é possível tentar técnicas de baixa complexidade, ou mesmo tentar tratar fatores reversíveis, mas não devemos dispender muito tempo nesse tipo de tratamento. Uma avaliação criteriosa permite indicar o tratamento mais adequado, sem comprometer o sucesso pelo passar do tempo. O tempo de infertilidade pode ser uma fator determiante para os casais cuja mulher se encontra dentro dessa faixa etária.

Segundo passo. Tempo de infertilidade.

Muitos casais tentam engravidar por vários anos antes de procurar ajuda, ou recebem ajuda inadequada que os fazem esperar por vários anos, o que pode resultar em uma menor chance de atingir seu objetivo de família. O tempo que um casal está tentando engravidar, sem sucesso, é uma informação de suma importância para o planejamento de um tratamento de infertilidade.

Tempo prolongado de infertilidade pode sugerir uma maior gravidade da situação. Um casal saudável possui 20% de chance de engravidar por mês, assim, 90% desses conseguem engravidar em até uma ano, dos 10% restantes, metade engravida no segundo ano de tentativa, assim, quanto mais tempo um casal passou tentando engravidar, menor deve ser a chance mensal desse casal conseguir engravidar sozinho. Alguns casais não encontram nenhum fator que possa estar acometendo a infertilidade, mesmo após uma investigação minuciosa, chamamos isso de infertilidade sem causa aparente, o tempo de infertilidade é crucial nessa situação, pois geralmente iniciamos o tratamento com técnicas de baixa complexidade, porém casais com três ou mais anos de tentativa não costumam se beneficiar, assim, casais com três ou mais anos de infertilidade demandam tratamentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro.

Terceiro passo. Fatores de infertilidade

A investigação do casal encontra causas na mulher em 30% das vezes, no homem em 30% das vezes, em ambos em 30% das vezes, e em 10% das vezes, nenhuma causa é encontrada. A investigação de causa serve para identificar situações corrigíveis e apontar o tratamento mais adequado. A infertilidade é algo que acomete o casal, portanto não há culpados para o problema.

A história, o exame físico, e os exames complementares permitem identificar os principais fatores de infertilidade, que são formalmente divididos em sete grupos: disfunção ovulatória, baixa reserva ovariana, fator uterino, fator tubáreo, endometriose, fator masculino, e infertilidade sem causa aparente.

Os fatores de infertilidade guiam a escolha do tratamento mais adequado, e junto com a idade da mulher e o tempo de infertilidade, são utilizados para escolher o melhor tratamento para cada casal. Alguns fatores podem ser corrigidos, como Síndrome dos Ovários policísticos e Varicocele, quando isso não é possível, oferecemos as técnicas de reprodução assistida, como inseminação intra-uterina e fertilização in vitro, permitindo ao casal um melhor resultado, com maior eficácia para engravidar.


4) O que fazer para engravidar mais rápido?

Qual é o melhor tratamento para cada causa de infertilidade

A investigação de causa serve para identificar situações corrigíveis e apontar o tratamento mais adequado. A infertilidade é algo que acomete o casal, portanto não há culpados para o problema. A história, o exame físico, e os exames complementares permitem identificar os principais fatores de infertilidade, que são formalmente divididos em sete grupos: disfunção ovulatória, baixa reserva ovariana, fator uterino, fator tubário, endometriose, fator masculino, e infertilidade sem causa aparente.

Disfunção ovulatória pode ser corrigida em alguns casos, mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos podem retornar a ovular ao perder peso, ou com o uso de metformina, caso isso não funcione, técnicas de baixa complexidade como coito programado ou inseminação artificial podem ser efetivas, para mulheres com menos de 38 anos e com menos de 3 anos de infertilidade.

Baixa reserva ovariana consiste em ovários com poucos óvulos, assim, é uma situação que não pode ser revertida, mas a estimulação ovarina com hormônios, as gonadotrofinas, pode ser eficiente. A estimulação ovariana é associada com técnicas como inseminação artificial ou fertilização in vitro, FIV, para um melhor resultado. O uso de óvulos de doadora pode ser necessário em alguns casos de baixa reserva ovariana.

O fator uterino pode ser corrigido em muitos casos. A histeroscopia cirúrgica pode ser utilizada para retirar pólipos e miomas, remover sinéquias e septos uterinos. Infertilidade decorrente de fator uterino como fator isolado é algo raro, geralmente é realizado a histeroscopia cirúrgica para restaurar a anatomia do útero, e depois, técnicas como inseminação artificial e fertilização in vitro, FIV, são associadas para uma melhor eficácia.

O fator tubário só pode ser revertido no caso de laqueadura, mas nem sempre a reversão de laqueadura é possível, assim, junto com outras causas de obstrução tubárea,a fertilização in vitro é indicada nesses casos.

Endometriose é diagnosticada através de videolaparoscopia, a qual permite localizar lesões as lesões características de edometriose na cavidade peritoneal e realizar biópsia para confirmação. Suspeitamos de endometriose em mulheres com muita cólica ao menstruar, com persistência dessas dores mesmo fora do período menstrual, presença de dor durante a relação sexual, e dor ou sangramento para urinar ou evacuar durante o período da menstruação. A videolaparoscopia para endometriose possui uma indicação de confirmação de diagnóstico e tratamento da dor, a infertilidade é tratada com o suo de técnicas com inseminação artificial e fertilização in vitro, FIV.

O fator masculino consiste em qualquer problema que possa prejudicar a produção ou ejaculação dos espermatozoides, o espermograma fornece algumas informações sobre isso, e varicocele é a principal causa de infertilidade associada ao homem. A correção cirúrgica da varicocele pode melhorar a produção de espermatozoides, permitindo restaurar uma chance natural do casal engravidar, mas em alguns casos, a melhora é apenas parcial, e assim técnicas como inseminação artificial e fertilizacão in vitro, FIV, são necessárias. Homens que foram submetidas a vasectomia podem realizar a reversão. Impotência não é uma complicação associada a esse procedimento. As chances de sucesso na reversão de vasectomia, que consiste em encontrar espermatozoides no ejaculado, dependem do tempo de vasectomia, até 5 anos 90%, 5 a 10 anos 80%, 10 a 20 anos 70%, mais de 20 anos 30%. Alguns homens podem preferir não reverter, assim é necessário realizar uma fertilização in vitro com extração dos espermatozoides por punção no epidídimo.

O ser humano é muito complexo, assim, os exames complementares são incapazes de identificar toda e qualquer alteração que possa levar a infertilidade, e quando nenhuma alteração que possa levar a infertilidade é identificada, o casal é denominado com infertilidade sem causa aparente. O tratamento de infertilidade sem causa aparente vai ser guiado pela idade da mulher e pelo tempo de infertilidade. Mulher com menos de 38 anos e menos de 3 anos de infertilidade apresenta boas chances de engravidar com inseminação artificial. Mulher com 38 anos ou mais ou 3 anos ou mais de infertilidade são recomendadas a realizar fertilização in vitro para conseguir um bom resultado, com maior eficácia de tratamento.


5) Como é o tratamento de infertilidade?

Quais são os principais tratamento para engravidar

O casal é avaliado e fatores de infertilidade podem ser encontrados. Algumas causas de infertilidade podem ser corrigidas, permitindo que o casal volte a ter chance de engravidar sozinho, mas muitas vezes são necessários tratamentos para permitir que o casal tenha chance de engravidar. Os tratamentos para aumentar a chance de engravidar são divididos em baixa complexidade e alta complexidade. Coito programado e inseminação artificial são tratamentos para engravidar de baixa complexidade e menor custo. Fertilização in Vitro clássica ou com injeção intracitoplasmática de espermatozoíde (ICSI) são tratamentos de alta complexidade e maior custo.

Coito programado

O coito programado, ou relação sexual programada, consiste no acompanhamento do ciclo menstrual, com ultrassonografia transvaginal, para determinar o dia mais fértil da mulher. O objetivo do coito programado é acompanhar a evolução do processo que resulta na ovulação, e desse maneira, indicar para o casal, qual seria o melhor dia do ciclo para ter relação sexual, o dia mais fértil da mulher.

O coito programado é indicado para casais cuja mulher apresenta disfunção ovulatória, como na Síndrome dos Ovários Policísticos. Esse tratamento necessita que as tubas uterinas da mulher, avaliadas pela histerossalpingografia, sejam pérveas, não obstruídas (exame com prova de cotte positiva), e a produção de espermatozoides do homem, avaliada pelo espermograma, seja normal.

O coito programado pode ser realizado sem nenhum medicamento associado, mas muitas vezes é necessário fazer uso de hormônios, para estimular a ovulação. O medicamento para estimular a ovulação pode ser via oral, o citrato de clomifeno (Serophene®, Clomid®, Indux®), ou via subcutâneo, as gonadotrofinas (Gonal®, Puregon®, Pergoveris®,Menopur®, Merional®, Bravelle®, Fostimon®, Merional®). O tratamento com coito programado é iniciado do segundo ao quarto dia após o começo da menstruação. O ciclo menstrual é acompanhado por cerca de 10 dias, e quando um folículo ovariano atingir 18mm, a mulher recebe uma injeção subcutânea de HCG (Ovidrel® ou Choriomon®) para deflagrar a ovulação. O casal deve ter relação sexual de 24 a 48 horas após a injeção de HCG.

A chance de sucesso do coito programado é aproximadamente 10% por tentativa. Caso a mulher desenvolva mais de três folículos ovarianos, com 14mm ou mais de diâmetro, o tratamento é cancelado por excesso de resposta. Caso a mulher não desenvolva pelo menos um folículo ovariano, com 10mm ou mais de diâmetro, no oitavo dia do ciclo menstrual, o tratamento é cancelado por baixa resposta.

Inseminação intrauterina

A inseminação intrauterina, também chamada de inseminação artificial, consiste no acompanhamento do ciclo menstrual, com ultrassonografia transvaginal, para determinar o melhor dia para depositar esperma processado no interior do útero. O objetivo da inseminação artifical é acompanhar o ciclo menstrual para determinar o dia da ovulação, e assim, colocar esperma, processado para melhorar a qualidade, dentro do útero, no dia mais fértil da mulher.

A inseminação artificial é indicada para casais com fator masculino leve (homem com produção de espermatozoides com concentração e/ou motilidade um pouco abaixo do normal), com disfunção ovulatória (mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos são a principal causa), com endometriose leve, ou com infertilidade sem causa aparente. As tubas uterinas da mulher devem ser pérveas (histerossalpingografia com prova de cotte positiva), e o homem não pode apresentar no espermograma alterações comooligoespermia ou asternospermia, moderada ou grave, ou qualquer grau de teratospermia.

A inseminação intrauterina pode ser realizada sem nenhum medicamento associado, mas é recomendado fazer uso de hormônios para estimular a ovulação. O medicamento para estimular a ovulação pode ser via oral, o citrato de clomifeno (Serophene®, Clomid®, Indux®), primeira linha de indicação para mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos. O uso de gnadotrofinas via subcutâneo aumenta o custo do tratamento, mas também as chances de engravidar. As gonadotrofinas utilizadas podem ser do tipo recombinante (Gonal® ou Puregon®) ou do tipo urinário (Pergoveris®,Menopur®, Merional®, Bravelle®, Fostimon®, Merional®).

O tratamento com inseminação intrauterina é iniciado do segundo ao quarto dia após o começo da menstruação, as medicações para induzir a ovulação (citrato de clomifeno ou gonadotrofinas) são usadas por cerca de 5 dias, e são realizadas ultrassonografias para acompanhar o ciclo menstrual. O acompanhamento leva aproximadamente 10 dias, e quando um folículo ovariano atingir 18mm, a mulher recebe uma injeção subcutânea de HCG (Ovidrel® ou Choriomon®) para deflagrar a ovulação. O casal deve realizar a inseminação intrauterina, de esperma processado, de 24 a 48 horas após a injeção de HCG.

A chance de sucesso da inseminação artificial é aproximadamente 20% por tentativa. Caso a mulher desenvolva mais de três folículos ovarianos, com 14mm ou mais de diâmetro, o tratamento precisa ser cancelado por excesso de resposta. Caso a mulher não desenvolva pelo menos um folículo ovariano, com 10mm ou mais de diâmetro, no oitavo dia do ciclo menstrual, o tratamento deve ser cancelado por baixa resposta.


6) Fertilização in Vitro (FIV e ICSI)

Saiba como é uma Fertilização in Vitro (FIV e ICSI)

A fertilização in vitro, FIV clássica ou ICSI, consiste no uso de gonadotrofinas para estimular os ovários a desenvolver diversos folículos (cistos), os quais possuem seu conteúdo aspirado por uma punção de agulha no fundo vaginal, procedimento guiado por ultrassonografia e realizado com a mulher sob sedação. Os óvulos coletados são fertilizados no laboratório, e os embriões formados são posteriormente transferidos no interior do útero.

Indicação para FIV ou ICSI

A fertilização in vitro é indicada para casais com fator tubário, mulheres com tubas obstruídas, com fator masculino grave, ou com infertilidade sem causa aparente por mais de três anos. A fertilização in vitro clássica consiste em colocar os óvulos em contato com os espermatozoides e aguardar a fertilização, e a fertilização in vitro com ICSI, injeção intracitoplasmática de espermatozoide, consiste em uma usar um microscópio associado a um micromanipulador para selecionar os espermatozoides e injetar um espermatozoide no interior de cada óvulo, é indicada nos casos de fator masculino grave.

Hormônios utilizados na Fertilização in Vitro (FIV e ICSI)

O tratamento com fertilização in vitro pode ser realizado sem nenhum medicamento associado, mas é recomendado fazer uso de hormônios para hiperestimular a ovulação. O uso de estimulação por via oral com citrato de clomifeno (Serophene®, Clomid®, Indux®) pode ser feito, mas não é recomendado, pois apresenta menor chance de sucesso. O uso de gonadotrofinas via subcutâneo aumentam as chances de engravidar. As gonadotrofinas utilizadas podem ser do tipo recombinante (Gonal®,Puregon®, ou Elonva®) ou do tipo urinário (Pergoveris®,Menopur®, Merional®, Bravelle®, Fostimon®, Merional®).

Na fertilização in vitro é necessário bloquear a hipófise da paciente para que não ocorra a ovulação. Existem três principais protocolos: antagonista, longo, e curto.

Estimulação ovariana para Fertlização in Vitro (FIV e ICSI)

O ciclo com antagonista inicia primeiro a estimulação ovariana com gonadotrofinas, no segundo ao quarto dia da menstruação, e o bloqueio se torna necessário quando os folículos ovarianos atingem 14 mm de diâmetro médio, bloqueio realizado através de aplicações diárias de antagonista de GnRH (Orgalutran® ou Cetrotide®). O ciclo com bloqueio longo realiza o bloqueio da hipófise com apliacações diárias de agonista de GnRH (Lupron® ou Gonapeptyl Daily®) iniciadas na fase lútea média do ciclo menstrual, cerca de 20 dias após a menstruação, e nesse protocolo, primeiro é feito o bloqueio, e depois é iniciado a estimulação ovariana, no segundo ao quarto dia da menstruação seguinte. O protocolo curto consiste em aplicações diárias de agonista de GnRH (Lupron® ou Gonapeptyl Daily®) iniciadas junto ao estímulo da ovulação, no segundo ao quarto dia após o ínicio da menstruação. O acompanhamento leva aproximadamente 10 dias, e quando um folículo ovariano atingir 18mm, a mulher recebe uma injeção subcutânea de HCG (Ovidrel® ou Choriomon®) para deflagrar a ovulação. A aspiração dos folículos ovarianos deve acontecer de 34 a 36 horas após a injeção de HCG.

Chance de engravidar com Fertilização in Vitro (FIV e ICSI)

A chance de sucesso da fertilização in vitro é de 40 a 50% por tentativa, com mulheres até 35 anos. Caso a mulher não desenvolva pelo menos um folículo ovariano, com 10mm ou mais de diâmetro, no oitavo dia do ciclo menstrual, o tratamento deve ser cancelado por baixa resposta. Algumas mulheres podem responder demais, com mais de 10 folículos em cada ovário, complicação chamada de Síndrome do Hiperestímulo Ovariano, o tratamento poder ser cancelado em algumas situações.


7) Quantos embriões devo colocar em um tratamento com fertilização in vitro?

Qual é o real objetivo do tratamento de infertilidade?

O benefício imediato do tratamento de infertilidade é satisfazer o desejo de família do casal, quando esses procuram um centro de reprodução humana, esses são avaliados e submetidos a tratamentos que aumentam a chance de gestação desse casal. O objetivo inicial do casal é engravidar, mas o objetivo real é um recém-nascido saudável, assim esses podem ser confundidos pelo conceito que transferir mais de um embrião pode aumentar a taxa de gestação, objetivo inicial, porém as custas de um aumento considerável de taxa de complicações maternas e perinatais, os afastando do objetivo real, um recém-nascido saudável.

Por que a chance de engravidar de gêmeos é maior? Qual o é o risco?

As taxas de gestação múltipla são altas em tratamentos de reprodução assistida em consequência da estimulação ovariana associada à transferência de vários embriões com a finalidade de se obter maiores taxas de gestação. A transferência do maior número de embriões possui como consequência uma maior taxa de partos prematuros e mortalidade perinatal. As gestações gemelares apresentam taxas de mortalidade perinatal quatro vezes maior, e as trigemelares seis vezes maior, quando comparadas com as gestações únicas. Gestações múltiplas apresentam maior incidência de complicações como prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, anemia, diabetes gestacional e hemorragia pós-parto, além de aumentarem consideravelmente a proporção de partos cesarianos.

Transferir dois embriões garante eficácia de tratamento?

Sim, o ideal é transferir no máximo dois embriões por vez, idealmente apenas um. Inúmeros estudos sugeriram que a transferência de um número superior a dois embriões impactava no incremento das gestações múltiplas sem beneficiar as taxas de sucesso, independentemente da idade da mulher. A transferência de no máximo dois embriões resultou em substancial redução nas taxas de gestações múltiplas de alto grau, trigemelares ou mais, levando a uma diminuição expressiva das taxas de complicações neonatais, relacionadas à prematuridade e baixo peso. Com os avanços na medicina neonatal e a na qualidade das unidades de terapia intensiva, houve patente diminuição da mortalidade e a morbidade dos prematuros de gestações múltiplas, mas o problema continua a ser a principal complicação dos tratamentos da infertilidade.

A gestação obtida no tratamento, na maioria das vezes, não é seguida pelo executor do tratamento, ofuscando a percepção do impacto dos riscos e complicações que seguem até após o nascimento dos fetos. O conceito a ser compreendido é sobre a nossa percepção e definição de sucesso, o teste de gravidez positivo não é um sucesso, o nascimento de uma criança saudável sim. Dois recém-nascidos saudáveis, ao mesmo tempo são um sucesso também, mas é difícil prever o desfecho final de gestações múltiplas, assim os fatores preditivos de complicações devem ser usados como base para a transferência de um contra mais embriões.


8) Fertilização in Vitro com óvulos doados

Chance de engravidar com uma Fertilização in Vitro

O tratamento de fertilização in vitro oferece uma chance de engravidar que varia conforme a idade da mulher. Mulheres até os 35 anos possuem 50 a 60% de chance de engravidar por tentativa. Conforme a idade da mulher avança, as chances diminuem, dos 35 aos 37 anos possuem 40% de chance, dos 38 aos 40 anos possuem 30% de chance, dos 41 aos 42 anos possuem 20% de chance, e acima de 42 anos possuem 8% de chance (Fonte: www.sart.org).

Até que idade devo tentar uma Fertilização in Vitro?

O avanço da idade da mulher reduz as chances de resposta ao tratamento para engravidar, o declínio da fertilidade inicia aos 35 anos, cai drasticamente aos 40 anos, e as chances são praticamente nulas após os 42 anos. A chance de engravidar com óvulos próprios, é muito baixa após os 42 anos.

Mulheres com mais de 40 anos, ou com baixa reserva ovariana (dosagem FSH maior que 10), podem responder com poucos folículos, e assim, poucos óvulos podem ser coletados, ou até mesmo nenhum, assim, recomendamos o uso de óvulos doados no tratamento de fertilização in vitro.

Escolhendo uma doadora. Quem pode doar óvulos?

Mulheres com 35 anos ou menos, sem problemas de saúde, não tabagistas, e sem histórico familiar de doenças genéticas, podem ser pacientes doadora de óvulos. Essas pacientes doam óvulos para reduzir o custo do tratamento para engravidar.

A paciente receptora de óvulos recebe uma lista com as características das pacientes doadoras de óvulos, e escolhe com qual delas deseja compartilhar os óvulos coletados. O tratamento começa quando a paciente doadora de óvulos menstruar.

Preparo da paciente receptora de óvulos

A paciente receptora precisa preparar o endométrio do seu útero para receber os embriões, esse processo leva de 10 a 30 dias. O preparo do útero da paciente receptora inicia do segundo ao quarto dia da sua menstruação.

A paciente receptora usa 4 a 8mg de estradiol via oral por dia (Estrell® ou Primogyn®), e realiza acompanhamento com ultrassom a cada 5 dias. Quando a espessura endometrial atinge 7mm, a paciente passa a usar também progesterona micronizada, 600mcg via oral ou via vaginal por dia (Utrogestan®).

Esses dois medicamentos serão mantidos até a décima segunda semana de gestação.

Fertilização dos óvulos doados e cultivo embrionário

A transferência embrionária pode ser realizada após 2 a 5 dias de cultivo embrionário no laboratório. Muitas vezes não conseguimos transferir os embriões logo após o término do cultivo, pois nem sempre a menstruação da paciente doadora e da paciente receptora estão sincronizadas.

A coleta dos óvulos da doadora, que determina a data de início de fertilização e do cultivo embrionário, e o início do preparo uterino da receptora, que determina quando os embriões podem ser transferidos. Quando não é possível transferir os embriões logo após o cultivo, esses são congelados, de forma a serem transferidos no futuro.

Os embriões congelados são descongelados no mesmo dia da transferência, ou na noie do dia anterior.

Transferência de embriões para a paciente receptora

A transferência é realizada também no centro cirúrgico. O laboratório de embriologia, onde os embriões estão crescendo, possui uma janela que se comunica com o centro cirúrgico.

A paciente é colocada em posição ginecológica, e deve estar com a bexiga bem cheia. Esse procedimento não necessita de sedação, assim o jejum não é necessário. O espéculo vaginal é posicionado, o excesso de secreção vaginal é retirado com gaze, o colo do útero é visualizado, um cateter guia é introduzido no canal.

O Embriologista traz um cateter contendo os embriões o qual é passado por dentro do cateter guia, e os embriões são depositados no fundo da cavidade uterina. O posicionamento dos embriões é guiado por ultrassom pélvico.

O exame de gravidez é feito 12 dias após a transferência, assim, o resultado é conhecido um mês após o início do tratamento.


9) Adoção de Embrião congelado. Mais chance com menos custo!

Quem pode adotar um embrião?

Qualquer mulher pode adotar embrião. O tratamento para engravidar com adoção de embrião fornece as mesmas chances de uma fertilização in vitro, e possui as mesmas indicações. É uma opção mais acessível para casais que necessitem de esperma ou óvulos doados.

Como é o preparo para adotar um embrião?

A mulher é preparada da mesma maneira que a paciente receptora de óvulos. O preparo do útero da paciente receptora inicia do segundo ao quarto dia da sua menstruação. O endométrio do seu útero é preparado para receber os embriões, esse processo leva de 10 a 30 dias, e usa usa 4 a 8mg de estradiol via oral por dia (Estrell® ou Primogyn®).

Os embriões são provenientes de casais que fizeram tratamento de fertilização in vitro, engravidaram e não pretendem ter mais filhos, e assim. O Casal libera os embriões, que possuem congelados, para serem adotados.

No dia da transferência, os embriões são descongelados e transferidos. O exame de gravidez é feito 12 dias após a transferência, assim, o resultado é conhecido um mês após o início do tratamento.

Como escolho um embrião?

A paciente receptora recebe uma lista com as características físicas do casal que originou o embrião, e escolhe conforme a sua preferência.

Casais sem problemas de saúde, não tabagistas, e sem histórico familiar de doenças genéticas, podem ser doadores. A mulher precisa ter 35 anos ou menos e o homem não pode apresentar espermograma alterado.


10) Meu tratamento para engravidar não deu certo!

Chance de engravidar com uma Fertilização in Vitro

Os tratamentos de reprodução humana aumentam as chances de engravidar quando não há uma causa que possa ser revertida. Existem diversas técnicas de reprodução assistida, mas nenhuma técnica oferece certeza de resultado, com uma inseminação intrauterina, devolvemos uma chance igual a natural, até 20% por tentativa, e com um ciclo de fertilização in vitro, podemos dobrar ou triplicar as chances da natureza, de 40% a 60% por tentativa, assim, o maior risco dos tratamentos para infertilidade, é o de não engravidar.

O tratamento de fertilização in vitro oferece uma chance de engravidar que varia conforme a idade da mulher. Mulheres até os 35 anos possuem 50 a 60% de chance de engravidar por tentativa. Conforme a idade da mulher avança, as chances diminuem, dos 35 aos 37 anos possuem 40% de chance, dos 38 aos 40 anos possuem 30% de chance, dos 41 aos 42 anos possuem 20% de chance, e acima de 42 anos possuem 8% de chance (Fonte: www.sart.org).

Até que idade posso fazer uma inseminação intra-uterina?

A inseminação artificial é a primeira linha de tratamento para mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos, para homens com oligo ou astenozooespermia leve, e para casais com infertilidade sem causa aparente. Depois dos 38 anos não indicamos fazer inseminação intrauterina, pois as chances de sucesso com essa são muito baixas.

Até quando devo tentar uma Fertilização in Vitro?

A idade da mulher influencia nas chances de resposta ao tratamento. A chance de engravidar com óvulos próprios, é muito baixa após os 42 anos. Recomendamos o uso de óvulos doados para mulheres com 40 anos ou mais, pois a partir dessa idade, a mulher pode não responder aos medicamentos, e mesmo quando responde, a chance de engravidar é baixa.

Não engravidei após uma fertilização. E agora?

Existem diversas causas para explicar o motivo de uma inseminação ou de uma fertilização não funcionar, o principal, é a taxa de fecundabilidade natural de qualquer casal, chance mensal de engravidar, que é baixa no ser humano, apenas 20% por mês. Os tratamentos de reprodução assistida conseguem devolver a chance da natureza, ou no máximo triplicar essas chances, assim, muitos casais não vão conseguir engravidar após os tratamentos para infertilidade, não por uma falha do tratamento, ou por algo que precisava ser feito diferente, mas pela própria natureza humana.

Quantas fertilização in vitro eu posso fazer?

Não há limite de quantos tratamentos de inseminação intrauterina ou fertilização in vitro possam ser feitos. A mulher que não engravida após três ciclos de inseminação intrauterina deve progredir o tratamento para fertilização in vitro para melhorar as suas chances. Quantos mais tratamentos o casal fizer, maior a sua chance de conseguir engravidar, mas a chance por tratamento é sempre a mesma.


11) Preservação de Fertilidade em São Paulo-SP e Alphaville

O que é Preservação de Fertilidade?

A Criogenia Reprodutiva busca a manutenção do potencial reprodutivo de um indivíduo, com atendimento rápido e individualizado, com congelamento de gametas e/ou tecidos, permitindo ultrapassar o tempo e as adversidades da vida, sem perder a possibilidade de gerar descendentes no futuro. A manutenção do potencial reprodutivo de um indivíduo é realizada através da criopreservação de gametas e/ou tecidos. Na mulher é realizada a aspiração de óvulos, em ciclos naturais ou através de indução com medicações, ou a retirada cirúrgica de fragmentos de ovário. No homem é realizada a coleta de esperma por masturbação, punção ou microcirurgia, ou a retirada cirúrgica de fragmentos de testículo.

O material coletado é mantido congelado, em cilindros contendo nitrogênio líquido, por tempo indeterminado, até ser descongelado para o uso no tratamento de infertilidade. Na mulher os óvulos ou tecido ovariano são descongelados para realização de fertilização in vitro. No homem o esperma congelado poder ser usado em inseminação intra-uterina ou fertilização in vitro, conforme a qualidade do esperma congelado.

Oncofertilidade - Preservação para paciente com câncer

Os tratamentos de câncer com quimioterapia ou radioterapia podem causar infertilidade. Os novos tratamentos oncológicos apresentam taxas de cura cada vez maiores, assim cada vez mais pacientes sobrevivem, mas esses podem se curar do câncer, mas comprometer definitivamente o desejo de ter filhos. A preservação de fertilidade deve ser sempre oferecida, e quando desejada, feita de forma rápida, previamente ao tratamento, e sem comprometer o resultado desse.

Preservação de Fertilidade Feminina

As chances de uma mulher infértil engravidar são muito dependentes da sua idade, a pressão para engravidar mais cedo não precisa mais existir, a preservação da fertilidade pelo congelamento de óvulos permite congelar a idade reprodutiva da mulher, parar o relógio biológico, com chances de gestação compatíveis com a idade de congelamento e não com a idade cronológica da mulher.

Preservação de Fertilidade Masculina

As chances de um homem ter filhos não mudam muito com a idade, mas os testículos, os orgãos responsáveis pela espermatogênese são muito sensíveis, sendo susceptíveis a risco de infertilidade por aumento de temperatura, exposição a radiação e produtos químicos. A realização de vasectomia, muito utilizada como método contraceptivo, nem sempre pode ser revertida cirurgicamente com sucesso, no caso de desejo por novo filho. A preservação da fertilidade no homem é um processo seguro, geralmente não invasivo, devido a maior facilidade de acesso ao material, podendo ser feita por todos que desejam uma garantia da sua fertilidade no futuro.

Unidade Alphaville

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